Guilherme de Carvalho, advogado que defende a desaposentadoria

G.Carvalho – A idade tem se mostrado um grande fator na hora de observar qual parcela do rendimento será destinada ao plano de saúde no Brasil. O rendimento mensal cresceu proporcionalmente mais para os beneficiários de 18 a 59 anos do que os custos dos planos. Por faixa etária, os beneficiários com idade entre 18 e 29 tiveram crescimento no valor médio reportado da mensalidade, ao longo dos anos, da or­dem de 25,7%, enquanto o rendimento cresceu 39,5%. Com isso, a parcela do rendimento comprometida com o pagamento de plano de saúde individual recuou de 12,4% para 11,2%.

Segundo dados do estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com toda a base nos números do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aqueles com idade entre 30 a 39 anos, as mensalidades subiram para 23,4%, enquanto o rendimento aumentou para 31,7% e a participação do rendimento comprometido caiu de 8,2% para 7,7%. Já para quem possui entre 40 a 49 anos, os planos subiram para 29,7%, ao passo que o rendimento aumentou para 43,7% e o comprometimento desse rendimento cedeu de 8,1% para 7,3%.

Por fim, para aqueles com idade de 50 a 59, enquanto o valor reportado das mensalidades cresceu 27,1%, o rendimento aumentou 38,5% e a participação do rendimento destinado ao plano recuou de 8,3% para 7,7%.

Por fim, o relatório mostrou que os beneficiários com 60 anos ou mais viram  seu rendimento mensal crescer 34,5% enquanto o crescimento do valor da mensalidade do plano de saúde foi de 35,5%, o que fez aumentar em 0,1 p.p. o total da renda comprometida com a mensalidade, que agora é de 11,2%.

 

Fonte: Folha-PE

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